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#PrimosNaCapital #AdaBabá (2ª parte)

2° dia (matinê)
A segunda-feira começou bem cedo, fui acordado em alto estilo: “Adinha dorme com um dinossauro! Kkkkkkkk”. Foi bem animador, pode acreditar, os três ao redor da minha cama dizendo: “Você dorme demais Adinha”, o problema é que Adinha ainda estava com sono.
Me arrumei para irmos ver a Ponte Newton Navarro de carro. Depois íamos ao Parque das dunas, mas estava fechado, então fomos para o shopping porque ninguém aguentava o calor. Se você achou que todo esse percurso de carro foi tranquilo se enganou. Eles brigavam e pediam água o tempo todo, ainda bem que minha mãe tinha levado uma garrafa térmica gigante. Chegar ao shopping foi tranquilizante, mas só o clima, porque eles continuaram elétricos. Eles simplesmente AMARAM a escada rolante, queriam fazer de tudo para passar por ela. Enlouqueceram com a coroa do Burger King e adoraram o sorvete que meus pais deram para cada um (e para mim, hahaha). Quer dizer, menos Gustavo, porque que queria outro.
Quando chegamos em casa já estava mais que na hora de almoçar. A deliciosa linguiça de frango da minha mãe já estava pronta e a feijoada também. Ajudei-a colocar o prato de cada um e chamamos todos. Ao sentarem-se à mesa e verem a linguiça no prato não foi muito agradável, tivemos que convencer aos três que linguiça de frango não é picante, até eles comerem tudo. Quer dizer, como sempre só Guga que comeu tudo mesmo.
A tarde voltamos para o shopping só para comprar os ingressos do cinema, só Guga e Emanuel, e só eu e Papai. Quem dera ser só isso. O clímax do desespero foi quando eu e meu pai estávamos falando com a atendente do cinema (preocupados, pois a compra não estava dando certo porque precisaria da certidão de nascimento dos meninos) e ao olharmos para o lado e ver duas crianças (estilo o programa da Super Nanny) correndo de um lado para o outro rasgando tudo que é panfleto do cinema. Foi realmente desesperador.

A postagem tava ficando muito grande por isso não quis cansar vocês com a noite também, por isso o período "diurno" (kkkkk) fica para a próxima postagem.

#PrimosNaCapital #AdaBabá (1ª parte)

Quem andou acompanhando meu twitter sabe que 3 primos meus do interior vieram passar 3 dias aqui em casa. Primeiro vou falar um pouco de cada um:

Davi:
Tem 9 anos, é o mais velho e mais obediente. Até ajuda com outros meninos, mas tem muita frescura com comida: não come nem carne, nem linguiça, só FRANGO ou OVO! Só come o que quer. Ele também é metido a "sabe-tudo", mal pergunta, mas sempre responde.





Gustavo:
Tem 5 anos e é irmão gêmeo de Emanuel (o próximo que irei falar). Ele é o MAIS: MAIS desobediente, MAIS gordo, MAIS "comilão", MAIS lento, MAIS preguiçoso... Sempre quer MAIS comida, MAIS banho de praia, MAIS tempo no pula-pula, etc. É o MAIS pestinha e o MAIS fofinho, todo dia pede para dormir comigo.

Emanuel:
Também tem 5 anos, e apesar de ser irmão gêmeo de Guga, eles são muito diferentes, na verdade ele parece mais com Davi, imita tudo o que ele faz ou fala. É obediente, mas como é muuuito agitado e não pára um só minuto, às vezes desobedece (e não é muito raro). É o último a dormir e fica "emburrado" quando não consegue alguma coisa que quer. Simplesmente cruza os braços, abaixa a cabeça e fica assim um bom tempo.

1° dia:
Os três têm um ponto em comum, são MUITO ansiosos. As duas horas de viagem foram quase intermináveis para eles, e olhe que eles dormiram durante metade do percurso. Pareciam aquele burro do Shrek: "Chegamos? E agora, chegamos?". Começamos a viagem de 6 horas, então quando chegamos a Natal já estava tudo escuro e, claro, todos os lindos enfeites natalinos da minha cidade já estavão acesos. Eles não sabiam para que lado olhar com tanta coisa bonita, e essa frase foi dita por um deles até. Qualquer pisca-pisca era motivo para um grito: "ÓÓIA!".
Finalmente chegamos em casa e sou entupida de perguntas: "Esse é seu quarto, Adinha?"; "É aqui que você dorme?"; "Esse é o seu banheiro, Adinha?"; "Porque você coloca suas calcinhas aqui?". Tudo era uma pergunta, até a hora em que eu resgatei, das minhas antigas fitas cassetes, o Rei Leão II. Só depois que subiram os créditos que resistiram ao sono. De meia-noite.

Casa de avó

Aquela visita ao interior. Ver animais como cavalos, cabras, jumentos no meio da rua.
Chegando na casa dela o portão está aberto e ninguém no terraço, mas dá para ouvir um barulho vindo da cozinha. Ao passar pela porta da entrada as crianças correm entre a gente. Vamos até a cozinha e minha mãe grita: "CHEGAMOS!", alegrando a todos. Vejo uma mesa farta, comida, muita comida.
Abraço a dona da casa, minha avó, falo com todos que estão à mesa, um por um. E logo me junto a eles.
À noite, a mudança das cadeiras do terraço para a calçada faz a diversão. Nomes estranhos de parentes distantes fazem o meu riso. Sair com meus primos depois só dá em comer e rir, mas como é bom estar com eles.
Na volta para casa me despeço triste, com voz de choro, com esperança de rever todos em breve, dia das mães talvez? Vou sentir saudades de andar pelas ruas e não ter medo de ser assaltada, de comer bem com 5 reais e de ir para todo canto a pé.