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Interrogações

Sabe aquele dia que você para e começa a brizar?
- Sim Ada, mas o que danado é "brizar"?
Brizar, para quem não sabe, é tipo "voar", ficar parada pensando e "voar" nos seus pensamentos, gírias malucas que eu aprendo com minhas amigas.
Um dia desses, como muitos, eu brizei muito. Comecei a me perguntar por que eu abria a geladeira e ia beber água no bebedouro? Meu pai responderia que era para gastar energia, mas eu não sei. Deve ser para sentir o cheirinho da comida guardada (?), para pensar (mesmo não fazendo sentido algum) e podem ser criadas várias outras hipóteses, mas acho que a principal é que eu sou louca (se for só eu que faço isso vou me sentir mais louca ainda).
Queria saber por que eu não consigo usar uma borracha até o final, por que sempre que estou perto de acabar ou eu perco (afinal ela já está bem pequena e saltitante) ou o ano letivo termina.
Depois dessas perguntas, me veio várias outras à mente: por que bocejamos quando outra pessoa boceja (no meu caso só precisa falar a palavra que eu já começo), por que ninguém dá atenção ao professor de religião, por que rabiscamos a última folha do caderno, por que eu guardo minha folha de adesivos e nunca uso eles, por que batemos no controle quando a pilha está fraca...?
Por quê? Um dia alguém me responde.

My name is Ada!

Gosto muito do meu nome. "Ada" vem do hebraico (é um nome bíblico) e tem vários significados: em um dicionário bíblico aqui de casa significa beleza; olhando aqui na internet encontrei outras traduções como feliz, próspera e indica uma pessoa muito amorosa.
A única vez que eu reclamei para minha mãe foi o fato dele ser muito pequeno e aí fica muito mais fácil para ela não chamar outro nome além do meu. Tudo é "Adaaa!", mas já me acostumei.
Cansei de ir na loja de revelação aqui perto da minha casa e o moço de sempre perguntar: "Qual o seu nome?", eu, lentamente, respondo: "Aaadaaa". Quando olho para o monitor noto que ele havia escrito "Aba", daí eu falo: "Não moço! Aaaadaaa." Ele ainda não tinha olhado para a sua cliente que freqüenta muito o lugar onde ele trabalha e que só revela uma ou duas fotos. Ele olha para a cliente da unidade (deve ser assim que ele me chama já que não sabe qual é o meu) e, com as mãos paradas em cima do teclado do computador, me pergunta: "Como?". A única solução que sempre encontro nessas situações muito comuns é de soletrar meu pequeno nome. "A-D-A", finalmente ele acerta. Hoje em dia nem perco mais meu tempo repetindo o meu nome lentamente, vou logo soletrando. Um dia ele aprende.